Nossa história

A Fundação Irmão José Otão – FIJO é uma entidade sem fins lucrativos que atua em Porto Alegre/Rio Grande do Sul desde 1981. Foi criada pela União Sulbrasileira de Educação e Ensino – USBEE, por iniciativa do Conselho Universitário, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul- PUCRS.

Em 2009, a FIJO reafirmando os objetivos voltados à área de desenvolvimento social e reforçando a disseminação de tecnologias de inovação social, implementa  o Observatório do Terceiro Setor do Rio Grande do Sul –  OTS. Este Observatório foi pensado e planejado com base no compromisso institucional de disseminação da cultura, adoção de um modelo de gestão inovador no âmbito do Terceiro Setor e do fomento ao desenvolvimento local.

Criado e implementado pelas professoras doutoras Ana Lúcia Suarez Maciel e Rosa Maria Castilhos Fernandes, a instauração do Observatório do Terceiro Setor, surge como uma proposta que nasce no interior de uma organização de Terceiro Setor, a Fundação Irmão José Otão que, alicerçada no vínculo acadêmico com a sua instituidora, se constitui em um espaço de consolidação no contexto das organizações do Estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista a inexistência, na época, de estruturas organizacionais que se preocupassem em atuar com o escopo da observação, monitoramento, avaliação e qualificação da atuação das próprias entidades que compõem o Terceiro Setor Gaucho.

A FIJO participa da Associação Rio-Grandense de Fundações (ARF) criada em 1995, para fortalecer, congregar e orientar as Fundações do Estado e tem representatividade, via OTS, no Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Terceiro Setor (GT3S) que discutem temas pertinentes, iniciativas que evidenciam o desenvolvimento e a importância de ações deste setor no contexto atual.

Em 2009, o OTS vincula-se à Rede de Tecnologias Sociais – RTS – como articuladora da Rede no RS, objetivando contribuir com o seu fortalecimento, a partir de ações de mobilização e disseminação do conhecimento e das tecnologias sociais já existentes.

Em 2010, a Fundação Irmão José Otão(FIJO) e a Rede de Tecnologia Sociais (RTS) promoveram, durante o Fórum Social Mundial de 2010, a “Reunião Preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (CNCTI)”  nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2010 em Brasília. A reunião aconteceu na sede da FIJO, no dia 28 de Janeiro de 2010, contou com mais de 30 participantes e teve como pauta principal a inserção do debate sobre as Tecnologias Sociais na referida CNCTI. A reunião iniciou com os pronunciamentos de Rodrigo Fonseca (FINEP), que socializou dados e provocou reflexões dos participantes acerca da política científica e tecnológica que vem sendo adotada no país na área de desenvolvimento social, e Andréia Nascimento (Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT) que compartilhou o processo de organização da 4ª Conferência e as possibilidades de inserção da discussão das Tecnologias Sociais na mesma. Como encaminhamentos, os participantes definiram pela elaboração de um documento, socializado nos espaços preparatórios da 4ª CNCTI, que contenha subsídios para os seguintes conteúdos: Modelo e padrão da Política de Ciência e Tecnologia no país; Protagonismo das Tecnologias Sociais no desenvolvimento da Ciência e Tecnologia: inclusão e desenvolvimento social; Lei da Inovação (crítica e proposição); Defesa das Tecnologias Sociais como Política Pública e de Mecanismos de controle social das Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia; Acesso a informação/comunicação acerca dessas Políticas.

Painel: "A interlocução entre as tecnologias sociais e as iniciativas de economia solidária" – Plenarinho da Assembléia Legislativa – POA em 27.01.2010

Painel: “A interlocução entre as tecnologias sociais e as iniciativas de economia solidária” – Plenarinho da Assembléia Legislativa – POA em 27.01.2010

 

Reunião Preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (CNCTI)- FIJO em 28.01.2010.

Reunião Preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (CNCTI)- FIJO em 28.01.2010.

Mais de 70 pessoas, representando as organizações públicas e da sociedade civil do país e do Mercosul, debateram no Fórum Social Mundial, ocorrido entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010 em Porto Alegre (Rio Grande do Sul- RS), a aproximação entre as Tecnologias Sociais e a Economia Solidária. O debate foi propiciado através do painel: “A interlocução entre as tecnologias sociais e as iniciativas de Economia Solidária”, no dia 27 de janeiro, tendo sido realizado por instituições associadas à Rede de Tecnologias Sociais (RTS) e que fazem parte do Fórum Estadual da RTS no RS, sendo a Fundação Irmão José Otão a instituição articuladora da rede no estado. O objetivo do encontro, realizado no Plenarinho da Assembléia Legislativa do RS, foi debater o papel estratégico das Tecnologias Sociais e das iniciativas de Economia Solidária na construção de um novo modelo de desenvolvimento. Estiveram presentes no Painel: o representante da Secretaria Executiva da RTS, Jeferson D’Avila de Oliveira, Gerente de Parcerias, Articulações e Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil; a analista da Incubadora de Empreendimentos Populares da Unicamp, Laís Fraga; a coordenadora da Cooperativa Central Justa Trama, Nelsa Nespolo; o secretário adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Fábio Sanches; o representante da Agência de Desenvolvimento Solidário da Central Única dos Trabalhadores, Niro Barros e a Coordenadora de Desenvolvimento Social da FIJO, representando o Fórum da RTS no RS, Rosa Maria Castilhos Fernandes.

Com o Observatório do Terceiro Setor, a FIJO sistematiza e compartilha o conhecimento acerca da evolução do Terceiro Setor no estado do Rio Grande do Sul, favorecendo, assim, o planejamento de trabalhos comprometidos com a qualidade dos serviços prestados e com a disseminação de conhecimentos relativos à sua atuação,

É importante destacar que esta iniciativa não é fruto de um esforço isolado da FIJO, mas parte de um conjunto de iniciativas coletivas, expressas pelo reconhecimento da existência de núcleos, fóruns e conselhos oriundos da sociedade civil e, até mesmo, dos governos locais que vêm desenvolvendo um conjunto de ações em prol do desenvolvimento local e da qualidade dos serviços públicos prestados. Nesta lógica, o observatório soma-se a essas iniciativas, estruturando um espaço viabilizador da necessária articulação de alianças e redes de parceiros que possuam convergência com o interesse em desenvolver ações sintonizadas com as demandas da esfera pública em prol do desenvolvimento social, comprometido com a superação das desigualdades sociais que marcam a trajetória histórica da sociedade em que vivemos.

Ciente das demandas da sociedade e visando atender melhor as expectativas do Terceiro Setor, em 2013 o Observatório do Terceiro Setor,  passa a atuar em três áreas: 1.Produção 2.Sistematização 3.Disseminação e Formação, objetivando fortalecer o ideal de Centro de Referência Estadual  e reforçando o compromisso em desenvolver estudos, pesquisas e formação, mobilização e assessoria;  sistematizando e disseminando, através de suas redes, conhecimentos acerca do Terceiro Setor e das suas interfaces com os demais setores da sociedade.

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