I MOSTRA DE TECNOLOGIAS SOCIAIS

Cartaz  I Mostra de Tecnologias Sociais

Cartaz I Mostra de Tecnologias Sociais

A FIJO PROTAGONIZA A ARTICULAÇÃO DA RTS NO RIO GRANDE DO SUL

A I Mostra de Tecnologias Sociais do Rio Grande do Sul que ocorreu em 22 de outubro de 2009, contou com a participação de 120 pessoas e 19 Tecnologias Sociais – TS já reaplicadas no Estado, foram expostas na Mostra. Além da exposição de banners com experiências vinculadas à RTS e/ou certificadas pela Fundação Banco do Brasil, os participantes dividiram-se em oficinas onde conheceram, com mais profundidade, quatro experiências de Tecnologia Sociais em desenvolvimento no Rio Grande do Sul:  “Geração de Renda: Rede Industrial de Confecção Solidária-RICS“, “Projeto Social Eco Óleo: Biodiesel Ecológico“, “Contraponto: Entreposto de Saúde, Cultura e Saber” e “Tramando Justiça e Meio Ambiente: Cooperativa Central Justa Trama“.

Lançado durante a I Mostra de Tecnologia Social do Rio Grande do Sul, o Fórum Estadual de Tecnologias Sociais ampliará articulação local entre as 35 organizações do Estado vinculadas à Rede de Tecnologia Social (RTS), bem como, aquelas que forem ingressando na Rede. O Fórum tem seu primeiro encontro previsto para janeiro de 2010, na ocasião do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS). O comitê organizador reúne as instituições organizadoras da Mostra e está aberto a novas adesões.

A decisão foi um dos principais desdobramentos da I Mostra de Tecnologia Social do Rio Grande do Sul, organizada pela Fundação Irmão José Otão (FIJO), que contou com a participação na comissão organizadora do Centro Social Marista (Cesmar), da CODES/PUC-RS, do Núcleo de Economia Alternativa –NEA/UFRGS e da ONG Guayí. “O Rio Grande do Sul é o primeiro a concretizar essa idéia de fazer articulações estaduais no âmbito da Rede. Esperamos que a iniciativa sirva de inspiração para outros estados”, defendeu a animadora de redes da RTS, Isabel Miranda. (Fonte: Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS).

Em dezembro, a FIJO, também irá organizar um encontro com as Instituições de Ensino Superior – IES do Estado para discussão e reflexão em torno do papel das Universidades e sua interface com as Tecnologias Sociais no Rio Grande do Sul.

O painel Tecnologias Sociais: Compreendendo conceitos para disseminar conhecimentos contribuiu com a ampliação da discussão quanto à utilização das Tecnologias Sociais no enfrentamento das desigualdades sociais no RS, socializando e disseminando experiências. “Ampliar a discussão acerca do conceito de Tecnologia Social, nesse sentido, é fundamental”, pontuou a coordenadora de Desenvolvimento Social da FIJO, Rosa Castilhos.

Segundo conceito pactuado no âmbito da RTS, Tecnologias Sociais compreendem “produtos, técnicas e/ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social”. Para a animadora de redes da RTS, Isabel Miranda, um primeiro passo para assegurar a compreensão deste conceito é entender, desde o início, a diferença entre as idéias de reaplicação e replicação. “A Tecnologia Social não pode ser simplesmente copiada tal como foi concebida (replicação). No processo de multiplicação, é importante que ela seja recriada, ajustada e que sejam agregados novos elementos pela comunidade. Com isso, espera-se que o conhecimento seja, de fato, apropriado e reconstruído pelas pessoas”, explica. Isso implica, segundo ela, que as tecnologias contemplem as especificidades locais e incentivem a criatividade do produtor direto e dos usuários, o que varia de lugar para lugar. Significa, ainda, a valorização de formas de conhecimento que não apenas o científico, como os conhecimentos tradicionais. “O desenvolvimento não vem de cima para baixo. É algo construído coletivamente. Sem isso, não há transformação verdadeira”, afirmou. (Fonte: Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS).

A coordenadora do Instituto de Tecnologia Social (ITS), painelista na Mostra, Srª Irma Passoni, refere que o que está em jogo é o entendimento de que as tecnologias não são simples ferramentas neutras e sim construções sociais que possuem características específicas dependendo do ambiente em que são concebidas. “A preocupação com a ciência era um assunto fechado na academia até pouco tempo atrás. O que vale é o conhecimento como direito humano fudamental. Problemas que afetam o conjunto da sociedade devem ser discutidos e enfrentados por todos”, destacou (Fonte: Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS).